10/05/2013

GOVERNO AGE PERVERSA E ILEGALMENTE, "OPOSIÇÃO" NÃO MOSTRA CAPACIDADE DE RESPOSTA

As recentes decisões do Tribunal Constitucional ilegalizaram várias rubricas do OGE 2013, algumas delas reincidentes pelo segundo ano consecutivo, caso do corte dos (impropriamente) chamados subsídios de férias e de Natal (impropriamente porque não são complementos, são sim duas das parcelas regulares anuais do rendimento-base dum cidadão).

NOTA IMPORTANTE: A Constituição, ao contrário do que alguns pensam, não é um vago conjunto de princípios que se cumpre ou não conforme dá jeito. É UMA LEI, com várias partes, capítulos e artigos, e ainda por cima é a lei máxima, à qual todas as outras têm que se subordinar. Como lei que é, caracteriza-se pela coactividade, generalidade e obrigatoriedade. Tal como o Código de Estrada, o Código Civil, ou qualquer outra lei. Portanto, tem que ser cumprida -  e por todosnão é facultativa, como parece entender o (des)Governo em exercício. Implica ou deveria implicar sanções pelo seu não cumprimento, sobretudo em caso de reincidência. É isso (também) que significa coactividade. Se um cidadão assaltar um banco, ou desviar indevidamente dinheiro da conta bancária de alguém, é condenado com uma pena exemplar. Mas pelos vistos, um governo que assalta as pensões de reforma, mesmo depois de o tribunal máximo na matéria ter ilegalizado o ato, é  considerado "normal".

PENSÕES SÃO O ÚNICO BEM MATERIAL SUSTENTÁVEL DOS APOSENTADOS

Ora as pensões de reforma são, além do mais, o único meio de sobrevivência e o mais importante bem material da grande maioria dos reformados. Esta situação, que já existia num período normal, acentua-se muito com a queda do mercado imobiliário. Quem é dono duma casa, hoje, dificilmente a consegue vender. Se conseguisse, além de ficar sem casa própria e aumentar custos com um aluguer, conseguiria com o escasso valor obtido cobrir apenas as despesas correntes da sua vida por um ou dois anos.

Assim, o confisco das pensões de reforma, - em curso há vários anos, mas acentuado despudoradamente na atual legislatura - é uma medida gravissima, autêntica condenação à morte - mais lenta ou mais rápida, conforme os casos - de pessoas na sua grande maioria físicamente debilitadas, que se programaram com base em carreiras estribadas num quadro legal, legitimado e reforçado por décadas de vigência.

E deve notar-se que o ataque aos reformados, bem como a outros setores sociais bem específicos,  sejam quais forem os pretextos usados, são uma mera tática destinada a dividir o país e atacar segmentos da população que parecem alvos mais fáceis.

OPOSIÇÕES PARLAMENTARES - WRONG ANSWER!

Infelizmente. as oposições mostram-se incapazes de responder à altura da gravidade da ofensiva do governo. Uma primeira "wrong answer" que dão é falarem em expectativas defraudadas dos cidadãos. É que isso leva a pensar que se trata apenas de expectativas subjetivas. Mas não. Trata-se de carreiras legítimadas por toda uma imensa bateria de leis, carreiras sujeitas na sua esmagadora maioria a sucessivos concursos públicos e avaliações rigorosas, tomadas de posse publicadas em D.R., com leis que vigoraram por décadas e muitas ainda vigoram. Tudo isto é muito objectivo e preciso.

Outro erro grave das oposições é designar aquilo que é apenas uma política de  espoliação e roubo, por "POLÍTICA DE AUSTERIDADE", na mesma senda das troikas agressoras.

O carácter conciliatório e capitulacionista desta forma de fazer oposição vê-se quando se deixam atrelar às mentiras perversas de quem nos desgoverna. Detalhemos:

IGUALDADE, MAS SÓ PARA ESPOLIAR E NIVELAR POR BAIXO

A maioria parlamentar agita a bandeira da igualdade no tratamento dos sectores público e privado, dando seguimento ao que afirmam ser o exigido pelo TC. Ora, acontece que o TC não disse nada disso, nem podia dizer.

A rejeição pelo Tribunal Constitucional do confisco, não teve por base nenhuma  igualdade em abstrato, ou absoluta, entre categorias de cidadãos. Nunca poderia ser esse o espírito duma constituição revista por sucessivas maiorias que fazem fé cega na economia de mercado, logo, no princípio da desigualdade que é a matriz deste sistema económico.

A igualdade de tratamento invocada, era-o especificamente em matéria de impostos, e apenas nessa. Além do artigo 13º (Princípio da Igualdade), era fundamentalmente baseada no artigo 104º, que estabelece:
"O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar".

Fica assim claro que o imposto sobre o rendimento  pessoal é:

- Único - facto a que o Governo não obedeceu e, pelo contrário,  "inventou" múltiplos impostos sobre o rendimento, contrariando o princípio do imposto único, e aplicando diferentes impostos às diferentes  categorias profissionais/sociais de trabalhadores ou aposentados
- Progressivo - o que significa que a única diferenciação que pode ser feita em matéria de impostos sobre o rendimento é a de que, quanto mais se ganha, maior é a taxa de IRS.

Ora este governo, não contente com aumentar drasticamente as taxas dos diferentes escalões de IRS (o que foi uma brutalidade, mas não necessariamente uma ilegalidade), deu-se ao desplante de criar impostos suplementares sobre o rendimento de cada categoria de cidadãos, com base na profissão ou no estatuto do reformado.

PRÁTICAS COM CONTORNOS MAFIOSOS

Já ficou claro que a igualdade que a Constituição prevê, é no tratamento perante os impostos. Não há nenhum outro tipo de igualdade (financeira, ou de carreiras, como demonstro a seguir).

O (des)Governo distorce as coisas grosseiramente não só reincidindo, como acrescentando novas inconstitucionalidades - caso da não retroatividade dos direitos e garantias - artºs 18º-2. e 19º-1 - desvirtuando assim claramente o espírito e a letra da Constituição.

É o caso da pretensa "convergência das pensões entre os setores público e o privado". Pretensa porque, além do mais, há vários e diferenciados subsistemas privados, o que o Governo omite e compara apenas com o pior deles, de modo a rebaixar o rendimento garantido contratualmente ao longo de décadas de carreira.

Ou seja, invoca-se a igualdade, mas o que se está de facto a fazer é impôr a desigualdade de direitos e oportunidades, contrariando o artº 13º-1, que diz que "todos os cidadãos são iguais perante a lei". No caso, as leis que estribaram todos os concursos e carreiras públicos. Temos aqui a sonegação do direito a ter uma carreira diferenciada, contrariamente ao que é normal. A constituição não prevê de modo algum uma equalização de rendimentos e carreiras, mas o seu contrário. É isto que significa igualdade de oportunidades. As oportunidades são iguais mas após a seriação dos candidatos o resultado lógico é a sua diferenciação com vista à escolha dos melhor classificados.

Este governo não tenciona instituir o sistema da Coreia do Norte, como parece perante o caso em apreço. Ele jamais atacará os rendimentos dos magnatas e dos altos cargos. Pelo contrário, ele defende os poderosos (sobretudo estrangeiros) e garante os direitos dos ricos e das grandes empresas, enquanto morde os tornozelos das classes médias-médias  e médias-baixas.

Aliás, a invocação de justiça social  só para atacar direitos legais das classes médias, com décadas de vigência, é recorrente. Mas começa a assumir contornos mafiosos, não só pela violência da espoliação como pela impressiva carga de mentira, inversão da verdade, que o discurso oficioso contém face à realidade.

Trata-se dum procedimento típico de máfias ou oligarquias, e seus agentes na política, justamente treinados para manipular e mentir, numa sociedade onde cada vez mais as grandes organizações esmagam literalmente o indivíduo, enquanto o poder da alta finança é mais opaco e se esconde atrás de várias cortinas ou firewalls destinados a impedir a visibilidade dos seus privilégios.

DESVIAR O FOCO DAS VERDADEIRAS DESIGUALDADES

A base desta estratégia consiste em pôr o odioso nas pequenas diferenças entre vizinhos ou profissões de nível muito próximo, omitindo e retirando completamente o foco das verdadeiras grandes desigualdades sociais, das inúmeras mordomias dos altos privilégios e castas, dos colossais lucros dos grandes grupos económicos. Poucas décadas atrás, os novos senhores feudais do capitalismo podiam dar-se ao luxo de proporcionar uma relativa prosperidade às "suas" classes médias. Então, tudo corria sobre rodas.

Hoje, perante o agravar da crise, um tal sistema deixou de ser sustentável e as novas oligarquias mundiais e respetivos mordomos nacionais tratam de manipular em nome duma pretensa igualdade - mero pretexto para nivelar por baixo e reduzir a uma existência penosa e medíocre as anteriores classes médias - enquanto tentam a todo o custo garantir que os seus  lucros não só se mantenham, como aumentem, por entre o caos económico e a degradação de crescentes camadas sociais, enquanto os media lançam continuas campanhas de confusionismo e intoxicação.

De resto, o argumento de que há privilégios para o setor público é falso. Muitas empresas privadas declaram salários falsos só para reduzirem os impostos e os descontos para a Segurança Social. No privado, as carreiras são o mais desiguais possível, algumas delas ganhando dezenas de vezes mais que as suas equivalentes no setor público: TAPs, EDPs, Bancos, Seguros, medicina privada, altas advocacia, arquitetura e engenharia, grandes multinacionais, etc. têm carreiras muito diferenciadas, tanto para os trabalhadores no ativo como para os respetivos pensionistas.

A LEI DA SELVA

Quando uma pessoa escolheu uma determinada carreira, pública ou privada, há 20, 30, 40, 50 anos, fê-lo na base de todas as vantagens e desvantagens previstas na mesma, que incluiam naturalmente as inerentes condições de passagem à reforma como parte integrante. No caso dos funcionários públicos, as carreiras têm a legitimidade suplementar de na sua esmagadora maioria terem sido objecto de concursos públicos transparentes. Se uns conseguiram entrar e outros não - tal como acontece numa grande empresa privada - foi dentro de regras e numa classificação e triagem que ninguém, na altura ou ao longo de décadas, contestou.

É por isso que num Estado de direito,  as leis não podem ter efeito retroativo, sob pena de perda total desse  princípio basilar que é a segurança jurídica, ou seja, que o quadro de vida das pessoas deve ser algo com um mínimo de estabilidade e previsibilidade, sob pena de caos social e duma espécie de lei da selva.

Mas parece ser essa lei, precisamente, a única que o (des)Governo e a sua tão venerada troika querem instaurar.

Estamos perante um verdadeiro golpe palaciano silencioso contra o Estado de direito, uma espécie de instauração dum estado de sítio não declarado, com recurso à ilegalidade mais primária.







07/05/2013

Governo desacreditado insiste na sua ofensiva contra as classes médias e o País

Depois da rejeição pelo TC de algumas das mais graves medidas do OGE 2013, como o roubo da 7ª parcela anual do rendimento-base (designada subsídio de férias), o desGoverno às odens dos grandes conglomerados internacionais não aprendeu o que quer que fosse e, mesmo desacreditado, efetua uma sistemática  ofensiva contra as classes médias - nomeadamente reformados, desempregados e funcionários do Estado -  e prepara-se para acentuar a ruína da Economia real.

Nesta nova fase,  a tática refina: para além do ataque aos setores sociais já causticados, desenvolve um truque que denunciei noutro local deste blogue , anunciando medidas terroristas - uma sobretaxa sobre os reformados - que afinal parece ser mero fogo de vista e manobra de diversão das graves medidas que de facto querem tomar.

O espetáculo dado pelo (des)Governo é patético, com  o 1º ministro a anunciar essa medida, para logo dois dias depois o ministro de Estado e parceiro da coligação governamental vir rejeitá-la publicamente.

A dúvida é se se trata de uma contradição real ou apenas duma encenação criada para "povão" e "troika" verem.

Seja como for, o efeito é o mesmo: como se dissessem ao cidadão atingido "a nossa primeira proposta é dar-te um tiro na cabeça, mas estamos abertos a negociar a hipótese de apenas te amputar uma perna".

É este grau zero, esta ignomínia selvática, a do regime apodrecido dum Portugal tutelado pela agiotagem internacional.

Entretanto, ante o silêncio cúmplice dos partidos todos, os agentes da agiotagem internacional preparam aquele que é no fundo o principal objetivo de toda a operação de "take of" sobre o Euro, essa guerra silenciosa e secreta que nos movem: a privatização das grandes empresas e bens públicos,  transporte aéreo, ensino, saúde, águas, correios, minérios e outros recursos naturais, muitos dos quais mantidos em sigilo, como o petróleo.

Porque é que nunca se fez o furo real dum poço para testar a dimensão e rentabilidade das reservas petrolíferas portuguesas? Seria interessante saber.




21/04/2013

Ex-militar denuncia atentados de Boston como encenação

Um vídeo onde o ten.-coronel Potter, que serviu os EUA por décadas em muitos lugares do mundo, denuncia o que se prepara - segundo ele o mais grave momento da História do seu país após o assassinato de Kennedy - alertando para que dissidentes da hierarquia militar norte-americana são os verdadeiros responsáveis pelo atentado de Boston.



Potter invoca detalhes - vídeos e fotos feitos por telemóveis de testemunhas - que mostram que algo não bate certo no relato oficial. Ele aponta um exercício policial sobreposto ao atentado, que terá servido de camuflagem. Aponta também que há muito tempo já a polícia americana fora prevenida por países estrangeiros dum possível atentado, assim como alertas nos altifalantes do evento desportivo avisaram de pessoas transportando mochilas, o que a polícia e o FBI ignoraram.

Refere também a coincidência das ações do FED (Banco Central) provocando a descida do preço do ouro nos mercados, enquanto o mesmo FED desincentivava os Estados que expressamente o solicitaram -  Texas, por exemplo - de fazerem o resgate do seu ouro depositado no FED.

Vale para já como reflexão. Eu mesmo - autor deste blogue - alertei há mais de um ano para o facto da economia dos EUA só não ter colapsado por esse país ser o "dono" do dólar,  moeda mundial. Estando muitos países, como a China, assim como pessoas e instituições a investir largamente em ouro como salvaguarda, a alusão ao preço do ouro pelo ten.-coronel Potter faz sentido - pode ser o início do fim do dólar como moeda mundial. Os que mandam realmente nos EUA jamais o podem permitir, dada a gravissima situação económica daquele país, omitida e dissimulada intencionalmente pelos principais media mundiais, que "bebem" das fontes inquinadas que são as autoras das encenações.

Quanto ao atentado, vale lembrar, como  o próprio Potter explica, que a CIA usou largamente tais meios para preparar golpes de estado em países no 3º Mundo, de forma recorrente ao longo de anos.

Na gravissima situação económica em que Portugal e a periferia da Europa se encontram, à beira do colapso, a articulação lógica com os factos nos EUA é essencial. De lembrar que a crise europeia foi e é provocada por ataques especulativos contra as dívidas soberanas da Eurozona, partindo de quem se esconde por detrás da Wall Street e das principais agências de rating, secundados por uma política gananciosa da Alemanha e outros, que pretendem "salvar a pele" à custa dos países mais vulneráveis.

Ainda agora, foram descobertos dezenas de contratos especulativos do tipo "swaps" feitos por empresas públicas portuguesas, efeito da pressão especulativa internacional que, deixando-as vulneráveis com a falta de financiamento barato pela subida especulativa das taxas de juro, as sujeitou a terem que fazer esses contratos especulativos em vez do financiamento normal. Só tais contratos dão um prejuízo de  mais de 3.000 milhões de euros ao Estado português num período de apenas 3 ou 4 anos. E com quem foram feitos? Nada mais nada menos que com os grandes bancos internacionais, Goldman Sachs, Morgan Bank, entre outros.

Aqui se começa a desvendar a trama das causas da guerra financeira contra a economia da Eurozona, e quem fica a ganhar com esta especulação - a grande banca internacional, como venho denunciando, desde há dois anos, pelo menos.



25/03/2013

Economista belga desmonta a vigarice da "austeridade"

Eis finalmente uma voz que fala claro, a do economista belga Olivier Bonfond.

A "crise" e as "políticas de austeridade" não são mais que uma burla e uma forma de pilhar os povos, desviando os seus recursos para os grandes bancos mundiais e para os países ricos.

Bonfond  fixa-se sobre a Bélgica, mas as semelhanças são evidentes com os outros países, incluindo Portugal.

Diz este economista que a despesa pública belga foi durante décadas, e até 2010, perfeitamente estável, não ultrapassando os  60 % do PIB.

Quais os factores que provocaram a sua acentuada subida a partir daí? Eis a resposta:

- As taxas de juros - até 1992 o Estado financiava-se quase a custo zero junto do seu próprio banco central; a partir daí,  e após Maastricht, passou a ser obrigatório fazê-lo através dos bancos comerciais a juros entre 3 e  6 por cento ou mais. A isso acresceram os efeitos dos especuladores sobre os juros das dívidas soberanas, no pós-crise de 2008.

- Os impostos anteriormente cobrados às grandes empresas, passaram entretanto a ser irrelevantes - a Bélgica é hoje um paraíso fiscal - o que fez perder ao Estado centenas de milhões de euros (em Portugal, foi isso em parte, mas sobretudo as privatizações de grandes empresas lucrativas cujos lucros deixaram de ir para o Estado)

Só a subida das taxa de juros, segundo os cálculos de Bonfond, representa cerca de 30 por cento do aumento da dívida.

Bonfond conclui ainda não só pela ineficácia das políticas de austeridade, como pela sua ilegalidade, já que no caso da Bélgica contrariam a Constituição que proíbe às políticas do Estado causarem prejuízos insuportáveis para a população em geral.

De notar que em Portugal temos um artigo semelhante na Constituição, o direito de resistência à ordem injusta. Ou seja, por exemplo uma lei que provoca prejuízos maiores que os resultantes da sua rejeição.

De resto, esta entrevista vem mostrar que o que se passa nos vários países, salvo detalhes sem grande importância, é igual: uma mesma Troika ao serviço dos grandes bancos mundiais que não é mais que uma arma apontada à cabeça dos governos e dos povos, usando da chantagem do "ou nós ou o caos" para os vergarem e encaminharem para um verdadeiro suicídio coletivo.

Bonfond assinala mesmo em certo ponto da entrevista a enorme mentira do propalado "viver acima das possibilidades". Eles diz: ao contrário, os povos vivem abaixo das suas possibilidades. O dinheiro é que é desviado para agentes externos e internos que enriquecem à custa da esmagadora maioria da população...



18/03/2013

CHIPRE - TROIKA FAZ BLOQUEAR E TAXAR CONTAS BANCÁRIAS

NOVA ESCALADA NA CONSPIRAÇÃO GLOBALISTA CONTRA A EUROPA
 
"NO PASARAN !"
 
Correm as notícias sobre Chipre: desde 6ª f ninguém pode mexer nas suas contas bancárias, sejam de que tipo forem. Os bancos fecharam, os seus websites estão inacessíveis, os multibancos secaram e não foram fornecidos. A situação é para manter,  pelo menos até 4ª f.
 
No vídeo a seguir uma francesa radicada em Nicósia indignava-se: "que culpa tenho eu pela dívida dos bancos ou pelo facto da Grécia não pagar ao Chipre?"
 
Miniatura

Entretanto a Troika, para emprestar uma tranche de 10.000 milhões de €, exige um pagamento imediato de 5.000 milhões (!!). E no caso, sem meias, passam à ação, congelam as contas bancárias e querem apropriar-se de quase 10% do seu valor, em média.

A população indignada saiu às ruas e o parlamento cipriota agendou a votação imediata do assunto. Em toda  a Europa não há registo recente de um caso como este. Chipre faz parte do Euro, tem um bom sistema bancário e uma economia desenvolvida.
 
CONCLUSÃO

No Portugal dos "chicos-espertos" que é o deste (des)Governo, vão fazendo sucessivos cortes e agravamentos de impostos. Mas como são mais cínicos, fizeram dos reformados o alvo preferencial das medidas à cipriota.

Cobardemente,  em Portugal usam o  truque sujo de dividir, tentando manter passivo o resto  da população, sob a força da inércia do egoísmo e da indiferença.

Mas é bom que ninguém se iluda. Como se vê pelo Chipre, os "troikanos" acabam por ir ao bolso de todos!

É tempo de repôr uma palavra-de-ordem, usada pelos republicanos na guerra civil espanhola ante as hordas apoiadas pelos nazis: NO PASARAN! (não passarão!)




06/03/2013

É PRECISO SEGUIR O EXEMPLO DA ISLÂNDIA!

DEPOIS DE RECUSAR PAGAR A DÍVIDA DOS BANCOS
A ISLÂNDIA TEM O TRIPLO DO CRESCIMENTO DA UE

RetIrado de blogs.mediapart.fr e de facebook.terre.envie

«Nunca deixarei de repetir que a Islândia é O PAÍS a tomar como exemplo, mesmo sendo completamente ignorado pelos media, mesmo estando longe ou seja qual for a razão para não se falar dele, este é o país que devemos seguir!
Pagar aos banqueiros? Nem em sonhos, lá eles foram metidos na prisão!
Salvar os bancos? Lá, foram nacionalizados.
Quanto ao crescimento atual, é o maior dos últimos anos.
A Islândia terminou o ano de 2011 com um crescimento económico de 2,1% e segundo as previsões da Comissão europeia, será o triplo do previsto para a UE (prevê-se 0,5% para a UE em 2012, contra 1,5% da Islândia).
Para 2013 o crescimento deverá atingir 2,7%, principalmente por causa da criação de empregos.
(...)
Apenas há alguns dias, os dirigentes das Finanças islandesas prenderam dois dirigentes bancários, que cometeram fraudes através de empréstimos fraudulentos (...)»

É importante lembrar de novo a Islândia após a nova grande manifestação de 2 de Março em Portugal.

E recordar o meu comentário sobre a Islândia AQUI, com um vídeo sobre a revolução islandesa e a demonstração das mentiras dos que dizem que a Islândia é muito diferente dos outros casos.

Não, basicamente é o mesmo: quando o Estado toma a dívida dos bancos, o país afunda-se em dívidas.  Também em Portugal, a dívida pública é apenas um terço da privada, e é o Estado que está a financiar a banca, endividando-se com a Troika nuns 20.000 milhões além do necessário. E isso faz toda a diferença, significa sair, ou não sair jamais, da crise. O sistema bancário e algumas grandes empresas endividaram-se excessivamente, porque é que a população tem de pagar isso?

A Islândia é o caminho a seguir, mesmo que lá a direita e os grandes poderes mundiais já conspirem  na sombra para tentar inverter o rumo.

EXIJAMOS UM REFERENDO  SOBRE:

- POLÍTICA DE PILHAGEM VS. RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA
- ENDIVIDAMENTO AO SERVIÇO DA BANCA PRIVADA
- ALIENAÇÃO AO ESTRANGEIRO DAS PRINCIPAIS EMPRESAS!

EXIJAMOS A PRISÃO DOS POLÍTICOS QUE ROUBAM OS REFORMADOS E QUE PROVOCAM O DESEMPREGO GALOPANTE !

Este é o caminho, estas são as palavras de ordem mobilizadoras!  Não o discurso vago e medíocre dos partidos e ativistas mal preparados politica e economicamente, ou coniventes, instalados nas mordomias e moralmente podres.



02/03/2013

OS MEDIA E AS MANIFESTAÇÕES DE 2/MARÇO

Informação correta e abundante das manifestações nos noticiários da RTPi. 
Por uma vez, registe-se! Quando os media cumprem, há que elogiar, não apenas criticar... 

NOTA:  Posteriormente à colocação deste comentário, a RTP convidou José Sócrates para novo comentador residente, o que mostra um comportamento de total sobranceria e desprezo pela opinião pública portuguesa. Após mais uma gigantesca manifestação de repúdio popular perante a troika e o governo que executa as suas políticas, qual o reflexo nos media principais? Nulo, e pior, ainda se dão ao luxo de convidar um dos responsáveis pela vinda da troika para Portugal - mesmo não alinhando com a ladaínha ignorante dos que dizem que Sócrates é o único ou principal responsável. Mas claro que a sua governação incompetente, interesseira e capitulacionista foi um dos factores. Não estando em causa o seu direito de defesa em relação à imolação de que foi vítima por parte da direita, isso em nada justifica a sua colocação destacada na informação da TV do Estado.

Manifestação 2 de Março no Porto povo em luta
Cidade do Porto, onde no final se registaram confrontos com a PSP

Já no Brasil, a principal estação noticiosa, Globo News, passou fotos da manifestação num escasso flash de 3 ou 4 segundos, mas na mesma altura fez um debate prolongado sobre política italiana, e deu largos minutos do noticiário ao conflito israelo-palestiniano e a uma parada gay australiana, assuntos sem nenhum relevo nos media mundiais nesse 2 de março. 

Mas, leitor, não se iluda de que seja um acaso. É recorrente na Globo, desde há alguns meses, a marginalização de Portugal, no que parece ser uma mudança clara da política desta emissora. Que, curiosamente, tem origem no jornal fundado pelo jornalista, filho de emigrantes portugueses, Irineu Marinho, herdado pelo filho Roberto. Ao longo da sua história, este grupo, segundo maior do mundo no sector, tem alinhado por posições dos EUA,  fazendo sempre charneira com o establishment brasileiro, o que lhe permitiu manter estável a sua influência. A revista Superinteressante (Junho,2005, pg.51) escrevia "O Brasil é a Globo", no sentido que telenovelas e demais programas deste canal são vistos desde a mais remota aldeia indígena da Amazónia até à grande cidade, acabando por ir moldando culturalmente o País.

E não acreditem no correspondente RTP Pacheco de Miranda, quando passa a ideia dum Brasil muito atento a Portugal. Ele é dos que só mostram aquilo que enche o ego português - caso, em 4/Março, da reportagem dum concerto, acompanhado de buffet, oferecidos em Brasília pela embaixada de Portugal. Uma boa comezaina é receita infalível para conquistar pela boca os convidados. Mas não passa daí.
Depois, veja-se esta declaração do pianista P. Burmester, outro reincidente nas mordomias situacionistas, na mesma reportagem: "cada vez há mais iniciativas de Portugal, como este concerto, ou o Ano de Portugal no Brasil". 

A verdade, porém,  é outra: no Brasil,  quase só se ouviu falar do Ano da França, que já foi. A correspondente da Globo em Paris, fala todos os dias e só passa coisas maravilhosas. Há constantes programas de cozinha e outras coisas francesas nas TVs. Mesmo no pequeno Estado onde me encontro, no Nordeste,  são frequentes as iniciativas francesas (concertos e exposições, de âmbito local ou  geral).  Em contrapartida, há um ano, tentei assistir a um festival local de filmes da CPLP (refira-se, Portugal era sómente um dos representados), mas o mesmo foi cancelado à última hora invocando problemas  técnicos.  Revelador. 

Na verdade, até a Alemanha é mais falada, como demonstra a escola de samba do Rio que homenageou neste carnaval o "Ano da Alemanha". Do Ano de Portugal, passou uma publicidade na Globo, há meses, mas depois, na prática, nada se tem visto que atinja o grande público. Ah, conceda-se, passa - como já passava antes - um jogo por semana da Liga portuguesa, menos, porém, do que os exibidos dos campeonatos  francês e italiano.

Enfim, relativamente ao supracitado buffet em Brasília, ele  só confirma o ditado: "com papas e bolos, ...". Para consumo interno português, claro.

GRANDE ADESÃO POPULAR AO 2 DE MARÇO

CERCA DE 1,5 MILHÃO DE PESSOAS EM TODO O PAÍS E NO ESTRANGEIRO
800.000 em Lisboa, 400.000 no Porto.

É preciso transformar o protesto em alternativas credíveis de governo, evitando cair nos braços dos mesmos que ao longo de 30 anos  fizeram o País chegar a esta situação.

E não esquecer que nenhum partido denuncia claramente os roubos incidindo sobre categorias específicas, por exemplo, os reformados e os desempregados.


Concentração final no Terreiro do Paço - Lisboa

28/02/2013

FALSAS ALTERNATIVAS DESTROEM A SOCIEDADE

Anteontem, 27/Fev, a RTPi, na série documental Linha da Frente, acompanhou um jovem casal de Gondomar na "aventura" de tentar instalar-se em Londres. Apesar das contrariedades, mau planeamento e pouco dinheiro, a narrativa que se faz passar é a do sucesso do casal.  Numa só semana já tinham emprego e estavam instalados. Que bom, né?

Em 1º lugar, estranho este documentário ir para o ar em vésperas do 2 de Março. Articulado com toda uma bateria propagandística, como no noticiário das 20h, que abriu com números "esmagadores" do défice do Estado, sublinhando que o dinheiro vai quase todo para salários e reformas.

É uma propaganda já muito repetida e suja, de bandidos ideológicos, porque:

alínea a) o DÉFICE É CULPA DO GOVERNO (e da Troika) que prometeu para este ano a recuperação económica e só provocou o desmoronamento da economia, gerando por isso menos receitas em impostos;

alínea b) o ESTADO SÃO SERVIÇOS,  saúde, educação, segurança, defesa, finanças - LOGO, feitos por pessoas, LOGO, os gastos são em trabalho - sem trabalho não há serviços, ainda não se inventaram robôs para dar aulas e cuidar da saúde;

alínea c)  as reformas, são as garantidas contratualmente, e para as quais os beneficiários pagaram ao longo de décadas. Os seus fundos nem sequer deviam estar misturados com o orçamento do Estado, é aí que começa o abuso e a mistificação - ver em detalhe AQUI.

Ao mesmo tempo, a RTP omitia o peso dos juros e amortizações de empréstimos, incluindo o da Troika. Que, se fossem renegociados, daria um défice completamente diferente .

Em 2º lugar, a história do casal referido não é muito realista. O casal já tinha contactos, num deles é que a moça se fixou como recepcionista.

Depois dá-se pouca ênfase à declaração do dono (português) duma agência de emprego local: "As pessoas, em Portugal, não aceitam trabalhar mais que 35 horas semanais; mas aqui já aceitam 60 e mais horas. Se têm um emprego, mesmo  fraco, não saiam de Portugal. Há aqui portugueses a dormir na rua porque se lhes acabou o dinheiro e não arranjam emprego". O que pode ser confirmado AQUI. Aliás, quem acompanha as notícias já sabe disto há meses.

E quem é atento viu outros detalhes:

O melhor quarto que o casal arranjou é minúsculo, sem janelas e nos fundos da casa dum brasileiro que subaluga por 600€/mês. Os salários deles, de 6,5 € /hora, face aos custos de Londres (uma sanduiche tem o custo duma refeição completa em Portugal), não permitem poupar nada, a não ser que se faça pluriemprego, tipo, 10 horas de trabalho diárias, incluindo sábados e domingos. Ou seja, que não se viva. É isto um futuro?

Em 3º lugar, a reportagem, se quisesse ser honesta, devia ter falado  com os inúmeros portugueses vivendo na rua em Londres - bastava pesquisar no Google "portugueses a viver na rua, Londres". Os autores sabem muito bem disso, portanto foi uma opção com intenções propagandísticas claras.

Em 4º lugar, a economia inglesa, muito baseada na especulação e na lavagem de dinheiro da praça financeira da City (junto com Wall Street e Hong Kong, as maiores do mundo), já está em recessão (veja AQUI). O futuro da vida em Londres - metáfora da própria UE -  adivinha-se não ser brilhante.

CONCLUSÃO

O que está em causa não é o direito à emigração ou encontrar melhores condições noutro país. Faz parte da globalização, goste-se ou não.

O que está em causa é a propaganda mentirosa, intercalada com outras formas de alienação que tenho tentado desmontar neste blogue.

Esta enorme vigarice, de convencer que é bom ser obrigado a emigrar. Enquanto,  apesar de todos os avanços na agricultura, indústria, serviços, saúde, habitação, toda a tecnologia e infraestruturas que se obteve, do enorme nº de licenciados e doutorados, etc., se cai na situação social do antigo regime.

Perspectivas de vida, só  são possíveis com uma economia equilibrada regionalmente, com centros de decisão dentro do País, dando prioridade às necessidades da população, ainda que mantendo o país aberto ao mundo. 

A perda dessas perspectivas, acentuada pelo discurso do desGoverno, só leva ao despovoamento das regiões, ao envelhecimento do País a prazo e à destruição das famílias e das comunidades.




24/02/2013

É já 2 de Março, este sábado - EXISTEM ALTERNATIVAS!

Esta política provoca apenas um

CICLO VICIOSO:

Recessão ==> roubo de pensões, impostos
==> mais recessão
==> mais roubos, cortes e impostos, etc.

É PRECISO EXPULSAR  QUEM CONDUZ ESTA POLÍTICA,
LEVÁ-LOS A TRIBUNAL E REPÔR OS NOSSOS DIREITOS!


EXISTEM ALTERNATIVAS, COM UMA EUROPA DOS POVOS !

A Europa é a maior economia do mundo. 
Os cartéis e agências ao serviço dos super-bancos mundiais  mentem!
Não se pode escancarar as fronteiras à China e outros.
O Euro tem que ser mais competitivo (contrariando Merkel), para exportar mais, baixar o preço do crédito às empresas,  e promover assim o emprego. SIMPLES.
  

REPETIR E APROFUNDAR O 15 DE SETEMBRO !